Advocacia Boriola

Revisão de Empréstimo Consignado: Como Identificar Cláusulas Abusivas

Em um mercado de crédito crescente, o desconto direto em folha tornou-se uma opção atrativa para muitos brasileiros. No entanto, a facilidade de acesso não desonera o cliente da análise crítica, pois a revisão de empréstimo consignadorevela, muitas vezes, prejuízos silenciosos ao orçamento familiar. Por esse motivo, preparamos este guia como um escudo contra armadilhas contratuais.

Certamente, a transparência bancária constitui um dever legal das instituições financeiras. Afinal, cláusulas obscuras podem gerar onerosidade excessiva e comprometer sua subsistência. Dessa forma, entender como funciona a revisão de empréstimo consignado é o primeiro passo para retomar o equilíbrio financeiro e exigir contratos justos e transparentes.


1. Cláusulas Abusivas e a Proteção do CDC

O Código de Defesa do Consumidor define como abusivas as cláusulas que causam desequilíbrio na relação de consumo. Nesse sentido, ao solicitar a revisão de empréstimo consignado, o advogado especialista analisa se as taxas de juros respeitam os limites impostos pelas Normas do Banco Central. Além disso, a capitalização de juros indevida e a imposição de seguros obrigatórios (venda casada) são práticas combatidas pelo Judiciário.

Identifique sinais de irregularidade:

  • Juros Acima da Média: Quando as taxas superam drasticamente o praticado pelo mercado para a mesma modalidade.

  • Seguro Prestamista: A exigência de seguro sem a liberdade de escolha do consumidor configura prática abusiva.

  • Tarifas Inominadas: Cobranças de taxas não previstas ou sem relação direta com o serviço prestado.


2. Direitos Fundamentais na Revisão de Empréstimo Consignado

A defesa contra abusos bancários encontra amparo no Artigo 51 do CDC, que considera nulas as cláusulas que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. De fato, ao identificar esses erros, você tem o direito de exigir o recálculo do saldo devedor. Dessa maneira, a revisão de empréstimo consignado pode resultar na redução das parcelas ou até na restituição de valores pagos indevidamente.

Portanto, a boa-fé objetiva deve pautar o contrato desde a oferta até a quitação. Assim sendo, caso a instituição financeira se recuse a ajustar o contrato administrativamente, o Poder Judiciário torna-se o caminho para garantir a justiça. Inclusive, para entender como proteger seus dados nessas contratações, confira nosso artigo sobre proteção do consumidor digital.


3. Como se Prevenir de Armadilhas no Crédito

A prevenção é sempre o melhor caminho para evitar demandas judiciais desgastantes. Assim sendo, antes de assinar qualquer documento, o consumidor deve comparar ofertas e verificar a reputação do banco. Certamente, a organização de documentos e a leitura atenta das cláusulas são hábitos que fortalecem a sua posição em uma futura revisão de empréstimo consignado.

Em suma, o crédito consciente é um direito seu. Portanto, não permita que a urgência financeira silencie sua voz contra abusos contratuais. Afinal, a estabilidade do seu patrimônio depende do cumprimento rigoroso das leis, garantindo que o empréstimo seja uma solução, e não um problema sem fim.


Sobre o Autor: Dr. Cláudio Manoel Molina Boriola é advogado e fundador da Boriola Advocacia. Especialista em Direito à Saúde e Defesa do Consumidor, atua com foco na reversão de negativas de cobertura e na manutenção de contratos de saúde para garantir o bem-estar de seus clientes.

Nota Legal e Informativa: Este conteúdo possui caráter meramente informativo. Cada caso de abusividade exige uma análise técnica das cláusulas contratuais e do custo efetivo total (CET). Boriola Advocacia – Dr. Cláudio Manoel Molina Boriola – OAB/SP 371.699.

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