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Valor da Pensão Alimentícia: Mitos e Verdades Sobre o Cálculo

A definição do sustento dos filhos transcende os tribunais e impacta diretamente o cotidiano das famílias brasileiras. No entanto, muitas dúvidas e equívocos surgem no momento de fixar o valor da pensão alimentícia após um divórcio ou dissolução de união estável. Por esse motivo, preparamos este guia para esclarecer conceitos e garantir que o bem-estar dos beneficiários seja sempre a prioridade.

Certamente, a pensão não constitui apenas uma obrigação legal, mas um mecanismo de dignidade. Afinal, o objetivo central é manter, dentro das possibilidades, o padrão de vida que o beneficiário possuía anteriormente. Dessa forma, desmistificar os critérios de cálculo ajuda a reduzir conflitos e promove uma transição mais equilibrada para todos os envolvidos.


1. Como é Definido o Valor da Pensão Alimentícia?

Muitos acreditam que existe uma porcentagem fixa na lei, mas isso é um mito comum. Nesse sentido, o valor da pensão alimentícia baseia-se no binômio necessidade e capacidade. Além disso, o juiz avalia despesas com educação, saúde, moradia e alimentação do filho, confrontando-as com as condições financeiras de quem paga.

Fatos essenciais sobre a fixação do valor:

  • Guarda Compartilhada: A pensão continua sendo devida, pois as despesas de sustento devem ser equilibradas entre os genitores.

  • Filhos Maiores: A obrigação não cessa automaticamente aos 18 anos. Caso o jovem esteja cursando ensino superior, o auxílio pode se estender.

  • Reajuste: O valor pode sofrer revisão sempre que houver mudança na situação financeira de uma das partes.


2. Direitos Especiais e Medidas de Execução

A proteção legal estende-se de forma ainda mais rigorosa para casos específicos. De fato, filhos com deficiência possuem direito ao valor da pensão alimentícia sem limite de idade, dada a necessidade contínua de cuidados. Dessa maneira, a justiça brasileira prioriza a proteção integral desses beneficiários, garantindo que recursos básicos nunca lhes faltem.

Portanto, o inadimplemento persistente gera consequências graves, como a penhora de bens e até a prisão civil. Assim sendo, antes de chegar a medidas extremas, a mediação e os acordos extrajudiciais em cartório surgem como caminhos ágeis. Inclusive, para entender como proteger seu patrimônio de cobranças indevidas em outras áreas, veja nosso artigo sobre cobrança de dívida prescrita.


3. A Importância do Acordo Formal e Seguro

Muitas famílias optam por acordos verbais, o que pode gerar insegurança jurídica no futuro. Assim sendo, formalizar o valor da pensão alimentícia através de um advogado garante que os termos sejam vinculativos e passíveis de execução. Certamente, a estabilidade emocional das crianças depende de um ambiente onde as responsabilidades financeiras estejam claras e respeitadas.

Em suma, a pensão é um pilar do bem-estar familiar que permite o desenvolvimento saudável dos dependentes. Portanto, busque sempre orientação especializada para navegar por este tema com segurança e ética. Afinal, proteger o futuro de quem você ama exige conhecimento técnico e soluções personalizadas que promovam a paz social.


Sobre o Autor: Dr. Cláudio Manoel Molina Boriola é advogado e fundador da Boriola Advocacia. Especialista em Direito Civil e de Família, atua com foco na proteção do bem-estar familiar e na busca pelas melhores soluções jurídicas para seus clientes.

Nota Legal: Este conteúdo possui caráter meramente informativo. A fixação ou revisão do valor da pensão alimentícia exige uma análise técnica do binômio necessidade e possibilidade no caso concreto. Boriola Advocacia – Dr. Cláudio Manoel Molina Boriola – OAB/SP 371.699.

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