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Dano Moral: Entenda Quando Ele Ocorre e Como Proteger Seus Direitos

O dano moral é um dos institutos mais debatidos no Direito brasileiro, especialmente em um cenário onde a proteção à dignidade humana é central. Contudo, sua aplicação prática exige um entendimento preciso de seus limites. Afinal, nem todo desconforto cotidiano configura uma lesão indenizável, e a banalização do conceito pode comprometer sua relevância jurídica.

Certamente, o dano moral ocorre quando há uma lesão a direitos da personalidade, como a honra, a imagem e a integridade psíquica. Diferente do prejuízo material, ele atinge a esfera subjetiva, causando sofrimento ou humilhação. Dessa forma, este artigo oferece uma análise detalhada sobre como identificar essa violação e o que a legislação brasileira prevê para sua reparação.


1. O que Configura o Dano Moral na Prática?

A caracterização do dano moral não é automática. De fato, a lesão deve ultrapassar o limiar do mero aborrecimento, atingindo o equilíbrio emocional da vítima. Nesse sentido, o Código Civil Brasileiro estabelece, no artigo 186, que causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito e gera a obrigação de reparar.

Para que o dano moral seja reconhecido, os tribunais analisam elementos fundamentais:

  • Violação de Direito: Ofensa à honra, privacidade ou imagem.

  • Gravidade da Lesão: O impacto deve ser significativo na vida da pessoa.

  • Nexo Causal: Uma relação direta entre a conduta do agente e o sofrimento da vítima.

  • Dano Presumido (In Re Ipsa): Em casos como a inscrição indevida em cadastros de inadimplentes, o prejuízo é evidente por si só.


2. Situações Comuns que Geram Indenização

Muitas situações do dia a dia podem ensejar a reparação por dano moral. Inclusive, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) possui entendimentos consolidados sobre diversos temas. Por exemplo, a negativação indevida no SPC ou Serasa é uma das hipóteses mais frequentes. Além disso, ofensas em redes sociais e falhas graves em serviços essenciais também são motivos recorrentes de ações judiciais.

Outros exemplos práticos incluem:

  1. Erro Médico ou Hospitalar: Quando a negligência resulta em trauma físico ou psicológico.

  2. Exposição Indevida de Dados: Vazamentos de informações sensíveis protegidas pela LGPD.

  3. Atos Discriminatórios: Humilhação por raça, gênero ou orientação sexual.


3. Como Funciona a Reparação e os Valores

A reparação do dano moral possui um caráter pedagógico e compensatório. Portanto, o valor fixado pelo juiz busca punir o responsável e desestimular novas práticas abusivas. Entretanto, não existe uma tabela fixa de preços. Dessa maneira, o magistrado avalia a condição econômica das partes e a extensão da dor sofrida para garantir uma indenização justa e proporcional.

Em suma, o dano moral é um instrumento vital para a proteção da honra e da dignidade humana. Certamente, a orientação de um advogado especializado é o primeiro passo para separar um simples dissabor de uma violação que merece justiça. Assim sendo, se você acredita ter sido vítima de um ato ilícito, busque suporte técnico para analisar a viabilidade do seu caso.


Sobre o Autor: Dr. Cláudio Manoel Molina Boriola é advogado e fundador da Boriola Advocacia. Especialista em Direito Civil e do Consumidor, dedica-se a proteger a dignidade de seus clientes através de uma atuação estratégica e humanizada no cenário jurídico nacional.

Nota Legal e Informativa: Este conteúdo tem caráter meramente informativo e educacional. As informações contidas neste artigo não constituem consulta jurídica. Para casos concretos, é essencial a análise individualizada por um profissional habilitado. Boriola Advocacia – Dr. Cláudio Manoel Molina Boriola – OAB/SP 371.699.

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