Artigos

Endividamento de Idosos com Consignado: Como Sair da Dívida

01/01/2022 · 3 min de leitura

Endividamento de Idosos com Consignado: O Perigo da Margem

Atualmente, presenciamos uma situação lamentável entre aposentados e pensionistas do INSS no que diz respeito às dívidas bancárias. Infelizmente, o endividamento de idosos com consignado atingiu níveis alarmantes, onde muitos não conseguem sequer comprar alimentos básicos para a sobrevivência. Por esse motivo, é urgente discutir como o acesso facilitado ao crédito pode se transformar em uma armadilha sem fim.

Certamente, o empréstimo descontado diretamente na folha de pagamento parece atrativo pelas taxas reduzidas. Afinal, as instituições financeiras possuem a garantia do recebimento direto da Dataprev. Dessa forma, o aumento da margem consignável para 45% (somando empréstimo e cartões) acabou comprometendo fatias ainda maiores da renda de quem já contribuiu tanto para a nossa nação.


1. As Modalidades e o Risco das Renovação de Dívidas

O endividamento de idosos com consignado manifesta-se de três formas principais: o desconto direto no benefício, a retenção pelo banco pagador e o uso do cartão de crédito consignado. Nesse sentido, o perigo reside nas constantes renovações contratuais. Além disso, ao fazer um novo empréstimo para pagar o anterior, o banco raramente desconta os juros do contrato antigo, criando uma bola de neve financeira.

Fique atento às armadilhas:

  • Juros Abusivos: Taxas que podem chegar a patamares assustadores ao ano, longe do que é anunciado nas propagandas.

  • Renovações Sucessivas: O refinanciamento que não abate os juros da dívida anterior.

  • Fraudes Bancárias: Empréstimos que aparecem no extrato sem nunca terem sido solicitados pelo aposentado.

  • Dica: Caso suspeite de irregularidades no seu extrato, veja como identificar um desconto indevido de associação no INSS.


2. A Importância da Educação Financeira e da Prevenção

Muitos casos de endividamento de idosos com consignado ocorrem pela completa falta de informação e de uma cultura financeira sólida. De fato, desde 2006, defendo a inclusão da Educação Financeira nas escolas, tendo entregue um projeto com mais de 1,5 milhão de assinaturas ao MEC. Dessa maneira, enquanto essa base não é formada, cabe ao idoso redobrar o cuidado com propagandas agressivas e consumismo.

Portanto, valorize cada centavo da sua aposentadoria e pesquise exaustivamente antes de comprometer sua margem. Assim sendo, o planejamento é a única forma de evitar que o crédito se torne um transtorno emocional e financeiro. Inclusive, para entender os limites de como proteger seu saldo restante de penhoras, confira nosso artigo sobre contas protegidas contra penhora.


3. Como Resolver Erros e Cobranças Indevidas?

Se você identificar erros nas cobranças, o primeiro passo deve ser o contato com a instituição financeira. Assim sendo, caso a correção não ocorra, o beneficiário deve registrar uma reclamação no Banco Central e procurar a Previdência Social. Certamente, se a via administrativa falhar, o Poder Judiciário é o único caminho capaz de reequilibrar o contrato e cessar os abusos.

Em suma, ter a vida financeira em ordem é sinônimo de paz e liberdade. Portanto, no Dia do Aposentado ou em qualquer data do ano, dê-se o presente de viver sem aborrecimentos bancários. Afinal, sua dignidade não tem preço e a lei existe para proteger aqueles que são vulneráveis diante do poderio das instituições financeiras.

"Tem dúvidas sobre seu caso? Nossa equipe analisa sua situação sem compromisso."

Fale com um Advogado de Plantão